
terça-feira, 30 de junho de 2009
cena muda

quinta-feira, 25 de junho de 2009
distorção
a
con/tenção
do
texto
que
nada
mais
in/forma:
é.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Consumidor
pessoa-
não
anti-
ter;
consumo
de si
sumo
do ser.
leis
não tornam
o torto
direito:
persiste
o mesmo
de(s)feito.
assim
se escreve
ex-cidadão
ex-humano
exumado:
escravo.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Mudanças
(D’après Márcio Seligmann-Silva)
I
entre
mímesis
e metafísica
sempre
as mesmas
armadilhas.
imanência
mutante
da essência
dança
da memória
sem fio
ou cadência.
II
história
vária
reduzida
ao idioma
do instante.
fotografia
falada
de uma
paisagem
que apenas
se pensa
estanque.
III
penso
na poesia:
fogo-fátuo.
poesia
que clareia
pontuando
o escuro
de rastros.
IV
suspeita
fidelidade
de ares
iluministas
sopesando
a arte.
a claridade
do fogo
existe apenas
quando
consome
toda verdade.
V
co-incidência
de vislumbres:
transparência
tresperância.
movimento
dos costumes:
esgotamento
da essência,
sabedoria
da errância.
VI
no deserto
é o
olho
quem molda
as formas
do horizonte.
no deserto
é o
olho
quem forma
as normas
dos contornos.
no deserto
somos
o olho.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
A levesa e o pezo

quinta-feira, 4 de junho de 2009
Seminário Intersecções

terça-feira, 26 de maio de 2009
experiências estrangeiras
English Haiku
the void voice of rain
whispers to the street beggar
a song of regret
moss on the full moon:
toads mistake it for a stone
in the mating pond
spring breeze is serving
the lazy caterpillars
green sprouts for breakfast
grains of sand in sight:
the wind keeps me from looking
at my lover’s eyes
my mother told me
my verse was right as a plum:
sweet little white lie
bright red tomato
falls down on the kitchen floor:
salad’s on the house
time of autumn leaves:
every poet’s fallen words
get swept away too
“later” - I was told
“now or never” - I replied
silence still resounds
.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Debate e cantoria
PPGL & CRISPIM: Canção popular
O Programa de Pós-graduação em Letras da UFPE, em parceria com a revista Crispim (www.revistacrispim.com) promoverá, no próximo dia 28 de Maio, a partir das 19:00 h, um debate sobre o tema Canção popular. Os editores da Crispim conversarão com Conrado Falbo (músico e aluno do Programa de pós-graduação em Letras da UFPE) e Peron Rios (professor e pesquisador).
A música erudita e a música popular são tão diferentes uma da outra o quanto pensamos? Ainda é pertinente o reiterado debate sobre o estatuto literário das letras das canções populares? Que desafios teóricos a pesquisa sobre canção popular cria para o pesquisador e crítico? Existe um conceito satisfatório do que seja música popular? Há formas poéticas que são mais adequadas à canção do que outras? O que é performance e como este conceito pode nos ajudar a entender a realização das canções?
Estes e outros temas estarão na pauta do nosso debate, que não somente contará, como cantará: além dos debatedores, teremos a presença das cantoras Adryana BB e Aparecida Silvino que, junto com Conrado Falbo, mostrarão um pouco das suas canções.
PPGL & CRISPIM: Canção popular
Data: 28 de Maio, a partir das 19 h.
Local: Livraria Cultura.
Convidados: Conrado Falbo & Peron Rios + Adryana BB & Aparecida Silvinosexta-feira, 22 de maio de 2009
Zé Rodrix
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Mario Benedetti
Siempre me aconsejaron que escribiera distinto
que no sintiera emoción sino pathos
que mi cristal no fuera transparente
sino prolijamente esmerilado
y sobre todo que si hablaba del mar
no nombrara la sal
Siempre me aconsejaron que fuera otro
y hasta me sugirieron que tenía
notorias cualidades para serlo
por eso mi futuro estaba en la otredad
El único problema ha sido siempre
mi tozudez congénita
neciamente no quería ser otro
por lo tanto continúe siendo el mismo
Otro si digo / me enseñaron
Después que la verdad
Era más bien tediosa
El amor / cursi y combustible
La decencia / bastara y obsoleta
Siempre me instaron a que fuera otro
Pero mi terquedad es infinita
Creo además que si algún día
me propusiera ser asiduamente otro
Se notaría tanto la impostura
que podría morir de falso crup
o falsa alarma u otras falacias
Es posible asimismo que esos buenos propósitos
sean sólo larvadas formas de desamor
ya que exigir a otro que sea otro
en verdad es negarle su otredad más genuina
como es la ilusión de sentirse uno mismo
Siempre me aconsejaron que escribiera distinto
pero he decidido desalentar / humilde
y cautelosamente a mis mentores
En consecuencia seguiré escribiendo
igual a mi o sea
de un modo obvio irónico terrestre
rutinario tristón desangelado
(por otros adjetivos se ruega consultar
criticas de los últimos treinta años)
y eso tal vez ocurra por que no sé ser otro
que ese otro que soy para los otros.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Sounded like applause...

quarta-feira, 13 de maio de 2009
Extra! Extra!

terça-feira, 12 de maio de 2009
Ligações perigosas
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Poema
II
a gota
e sua
vida
de oceano
são fatos
da
mesma
natureza
fugaz
do
segredo:
verdade
que não
resiste
ao olhar.
[mais um poema da série "Corpo funcional". este é da segunda parte, chamada "das formas femininas"]
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Galiléia

No próximo dia 18, participarei de um debate sobre a obra do escritor Ronaldo Correia de Brito, que recentemente lançou o romance Galiléia.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Canção portuguesa contemporânea

Deolinda é um grupo português formado por jovens músicos. Suas canções são simples e eficientes. Palavra e música, voz e violões... Pronto. Assim como o sotaque da língua portuguesa falada pelos gajos do lado de lá do atlântico, também é possível ouvir os ecos da tradição musical daquelas terras. Fado sim, misturado com uma sonoridade pop e temas do cotidiano. Até o Brasil cabe na música deles (basta ouvir a canção "Garçonete de casa de fado" para entender). Sem mais, despeço-me. Mas antes...
Espíritos poetas, almas delicadas,
A falsidade do meu gênio e das minhas palavras.
Que é a erudição que eu canto,
Que é da vida, o espanto, que é do belo, a graça,
Mas eu só ambiciono a arte de plantar batatas.
Desculpem lá qualquer coisinha
Mas não está cá quem canta o fado.
Se era p'ra ouvir a Deolinda,
Entraram no sítio errado.
Nós estamos numa casa ali ao lado.
Andamos todos uma casa ao nosso lado.
Bem sei que há trolhas escritores,
Letrados estucadores e serventes poetas;
E poetas que são verdadeiros pedreiros das letras.
E canta em arte genuína, o pescador humilde,
A varina modesta;
E tanta vedeta devia dedicar-se à pesca.
Mas não está cá quem canta o fado.
Se era p'ra ouvir a Deolinda,
Entraram no sítio errado.
Nós estamos numa casa ali ao lado.
Andamos todos uma casa ao nosso lado.
Por não fazer o que mais gosto
Eu canto com desgosto, o facto de aqui estar;
E algures sei que alguém mal disposto
Ocupa o meu lugar.
Ninguém está bem com o que tem...
E há sempre um que vem e que nos vai valer;
Porém quase sempre esse alguém não é quem deve ser.
Desculpem lá qualquer coisinha
Mas não está cá quem canta o fado.
Se era p'ra ouvir a Deolinda,
Entraram no sítio errado.
Nós estamos numa casa ali ao lado.
Andamos todos uma casa ao nosso lado.
E é a mudar que vos proponho!
Não é um passo medonho em negras utopias;
É tão simples como mudar de posto na telefonia.
Proponho que troquem convosco e acertem com a vida!
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Corpo funcional
o
corpo
como
parte:
cada
membro
denota
o todo;
todo
ângulo
revela
o resto.
o
corpo
como
forma:
pureza
difícil
na
incoerência
do vivo.
o
corpo
como
luta:
apenas
dura
enquanto
sangue.
[a primeira série, chamada "das formas masculinas", tem nove poemas (por enquanto). este é o primeiro]

