
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
O que São Paulo me ensina...
Que os malabarismos que os artistas precisam fazer pra sobreviver são muitas vezes vexatórios, isso eu também já sabia.
Que os sistemas de apoio (financeiro) aos artistas são uma novela tragicômica, isso todo mundo sabe.
Que todos esses temas dariam uma bela canção, isso eu podia imaginar...
Mas aqui em Sampa, aprendi que a tal canção já existe!
Ela se chama "O retrato do artista quando pede" e você pode ouvir aqui ou aqui. Mais informações sobre os compositores aqui.
PS. Artistas visitantes deste blog, vamos começar a compor as versões regionais desta canção e, pelamordedeus, começar a pensar em outras saídas para viver de arte no Brasil (já passou da hora!!!)
Evento em Recife
sábado, 12 de setembro de 2009
horizonte
reta
incerta
costura
o longe
divide
a vista
em
além-
olho
meta-
ponte
fonte
falso
corte
corda
onde
só a
cena
soa.
domingo, 23 de agosto de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
domingo, 2 de agosto de 2009
cor
lendo o fantástico livro Chromophobia, do artista inglês David Batchelor, encontro uma crítica concisa e bem formulada à moda interdisciplinar tão corrente no meio acadêmico, ou melhor, no discurso acadêmico...
reproduzo aqui um trechinho, esperando que sirva para aguçar a curiosidade de futuros leitores.
[a tradução é minha, mas sei que existe uma edição brasileira do livro]
"Esperava escrever um livro sobre arte, ao menos porque grande parte das coisas que já escrevi foi sobre arte, e alguém poderia pensar que há muito a dizer sobre arte em um livro sobre cor. Não foi o que acabou acontecendo. Mencionei pelo menos tanta literatura, filosofia e ciência quanto teoria da arte, e disse muito mais sobre filmes, arquitetura e publicidade que sobre pintura ou escultura. Justo: cor é interdisciplinar. Mas não me sinto confortável casualmente deixando passar alguma coisa como 'interdisciplinar'. Quero preservar a estranheza da cor; sua outridade é o que conta, não a comodificação desta outridade. O interdisciplinar é quase sempre o antidisciplinar tornado seguro. Cor é antidisciplinar"
terça-feira, 28 de julho de 2009
o poema em trânsito
pessoas
com suas malas,
mochilas e valises
chegam e se vão
se encontram, se despedem
e se despem dos seus pertences
como se pudessem chegar
a algum lugar
onde elas mesmas
não estivessem
(do disco Paralelas, de Alice Ruiz e Alzira Espíndola)
sábado, 18 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
Décio Pignatari

domingo, 5 de julho de 2009
aquela que vê

sexta-feira, 3 de julho de 2009
sítio
terça-feira, 30 de junho de 2009
cena muda

quinta-feira, 25 de junho de 2009
distorção
a
con/tenção
do
texto
que
nada
mais
in/forma:
é.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Consumidor
pessoa-
não
anti-
ter;
consumo
de si
sumo
do ser.
leis
não tornam
o torto
direito:
persiste
o mesmo
de(s)feito.
assim
se escreve
ex-cidadão
ex-humano
exumado:
escravo.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Mudanças
(D’après Márcio Seligmann-Silva)
I
entre
mímesis
e metafísica
sempre
as mesmas
armadilhas.
imanência
mutante
da essência
dança
da memória
sem fio
ou cadência.
II
história
vária
reduzida
ao idioma
do instante.
fotografia
falada
de uma
paisagem
que apenas
se pensa
estanque.
III
penso
na poesia:
fogo-fátuo.
poesia
que clareia
pontuando
o escuro
de rastros.
IV
suspeita
fidelidade
de ares
iluministas
sopesando
a arte.
a claridade
do fogo
existe apenas
quando
consome
toda verdade.
V
co-incidência
de vislumbres:
transparência
tresperância.
movimento
dos costumes:
esgotamento
da essência,
sabedoria
da errância.
VI
no deserto
é o
olho
quem molda
as formas
do horizonte.
no deserto
é o
olho
quem forma
as normas
dos contornos.
no deserto
somos
o olho.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
A levesa e o pezo

quinta-feira, 4 de junho de 2009
Seminário Intersecções


